Analfabetismo nas Salas de Aula

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Como professor, este ano, me deparei com a triste realidade em sala de aula. Alunos que não sabem ler nem escrever nas turmas do 7° ano do ensino fundamental. Alunos que se auto-intitulam como não alfabetizados para a minha triste surpresa.

Eu como professor fiquei em um dilema que me partiu o coração, como ajudar esses alunos e ao mesmo tempo prosseguir no meu plano de aula normal? Como incentivar esses alunos a buscarem ajuda? Como ensinar em uma sala onde eu sei que existe um brilhante aluno que não consegue acompanhar, porque em algum momento o sistema errou muito e vergonhosamente com ele. Privando o aluno de aprender e prosseguir em seus estudos, mas não privou de prosseguir nos anos escolares. Passar de ano ou avançar uma série não significada nada, ensinar isso sim é o objetivo máximo de uma escola. Infelizmente nossos alunos estão passando de ano sem aprender. Nossos alunos ganham diploma sem qualquer mérito para o obter-ló, infelizmente.

O que mais me deixa nervoso, é observar uma equipe inteira de professores e coordenadores correndo atrás do prejuízo, felizmente sempre trabalhei em escolas onde o corpo docente é bastante comprometido, mas sem resultados. O problema esta no sistema como um todo. A escola como um todo muitas vezes não consegue consertar as debilidades do nosso sistema escolar. Sistema escolar, na verdade substituiria esta palavra por cultura. Nossa cultura, brasileira, não da um mínimo de valor ao ensino, ao ato de aprender, a educação como um todo. Pouco são os que investem na educação, desde políticos, empresários, pais e o próprio cidadão. Investimos mais em carnaval, futebol, música e churrasco com os amigos do que em aprender mais, desenvolver nosso intelecto e nossas habilidades. O Brasil é o país do “vamos fazer de qualquer jeito”, quantas obras eu observo aqui em nosso país que são o retrato do “quebra calho” ou da ”cambiara”.

Por fim, tenho um desejo quase utópico de montar uma escola. Onde não exista a interferência do Estado, com suas regras primitivas e politiqueiras, nem a interferência do dinheiro (escolar particular), com suas imposição de “eu pago, então eu mando”. Uma escola livre para ser o que quiser ser, aberta a novas experiências motivada a ensinar com qualidade e excelência. Uma escola que enriqueça vidas. Por enquanto me contentaria em montar um projeto, onde eu ensinasse esses brilhantes alunos que tem maior dificuldade. Montar uma turma Classe A, com um trabalho diferenciado, para estimular alunos a vencer seus desafios no aprendizado.

 

Acorda Brasil, vamos valorizar o ensino!

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