aristóteles

Um pouco de História–Parte II

Antiguidade – O Mundo Visto Através dos Mitos

 

athens.plato_aristotelesOs povos da antiguidade acreditavam que tudo era sagrada e interpretavam a realidade através de mitos.

Os fenômenos naturais – chuva, trovão, nascimentos, morte, dia, noite, etc. – eram compreendidos com acontecimentos determinados por deuses.

Os primeiros filósofos apareceram no século VI a.C., nas colônia de Magna Grécia e da Jônia. A preocupação desses pensadores era explicar o universo, o tema básico de sua filosofia era encontrar o principio de todas as coisas.As respostas eram as mais variadas. Para Tales era a água; para Anaxímenes, o ar; Demócrito afirmava que era o átomo; Empédocles, que eram os quatro elementos – terra, água, fogo e ar. Pitágoras considerava que o número era o princípio de todas as coisas. A harmonia da natureza seria feita à imagem da harmonia dos números.

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Um pouco de História – Parte I

A humanidade sempre foi fascinada pelos mistérios e encantos revelados pela natureza. A vontade e desejo de compreender e dominar os fenômenos naturais acompanham o homem desde sua origem. Deus proveu a humanidade de capacidade para desbravar e administrar a natureza para a felicidade de todos.

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Mas, falando do que interessa, a Física provavelmente nasceu na Grécia há cerca de 2.500 anos, entre os séculos Vl e lV antes de Cristo. Na Grécia Antiga, todos os fenômenos naturais eram estudados, de maneira geral, por um ramo do pensamento chamado de “estudo dos fenômenos naturais” – physiké, em grego, que deu origem a palavra physica, em latim. Aristóteles que provavelmente é o maior nome da Grécia Antiga., sendo ele que influenciou o mundo todo por um longo tempo no fazer ciência. Physis (Física) é um dos muitos escritos aristotélicos, composta por 14 livros, onde são abordados assuntos como: matéria, forma, leis do universo, movimento, tempo e espaço.

Para Aristóteles, os corpos celestes tinham “tendência natural” para se mover em direção ao centro da Terra caso fossem “corpos pesados” e a afastar-se caso fossem “corpos leves”. Aristóteles dividia o movimento em duas categorias: movimentos naturais e movimentos forçados. Sendo o movimento forçado aquele contrário a natureza, provocados pelo homem. Na antiguidade o círculo representava o ideal, a perfeição, com isso Aristóteles relacionou os movimentos nos corpos celestes como circulares.

Na Idade Média, a Escola de Oxford e a Escola Parisiense tiveram um papel central para desvendar o enigma do movimento. Os “mertorianos” (professores do Merton College e representantes da Oxford) direcionaram suas pesquisas ao estudo da velocidade e aceleração. Uma contribuição dessa época é a teoria da impulsão. Podemos dizer que o século XVI marca o início da revolução científica na Física. Nessa época Nicolau Copérnico, monge polonês, postulou o heliocentrismo em oposição ao geocentrismo. Copérnico, Kepler e Galileu foram os grandes pesquisadores dessa época, com seus estudos contribuíram de forma grandiosa para o avanço da Física. Isaac Newton lança as bases da gravitação universal, a as leis dos movimentos dos corpos terrestres apoiado pelo trabalho desses grandes pesquisadores. Esse reconhecimento é ilustrado na frase do próprio Newton: “Somente consegui enxergar mais longe porque me apoiei nos ombros de gigantes”.

No século XVII nascia a ciência moderna, onde pudemos compreender melhor a mecânica do universo.No limiar do século XX a Teoria da Relatividade, de Albert Einstein, abriu caminho para novas possibilidades em relação ao estudo dos movimentos. As teorias nunca estão prontas e resolvidas, sempre existe algo mais a ser descoberto, observado, decifrado. A natureza a nossa volta é fascinante e enigmática, um presente de Deus ao ser humano.